Apresentamos em post anterior deste blog como a biometria facial é um método de segurança e monitoramento menos invasivo e explicamos como a tecnologia funciona. Acontece que o sistema já vem sendo utilizado em diferentes cidades brasileiras em uma atividade cotidiana: na identificação dos usuários do transporte público.

O objetivo da utilização de um sistema de reconhecimento facial nessas situações é de “inibir o uso indevido de benefícios nas tarifas do transporte público que utilizem o sistema de bilhetagem eletrônica”, explica reportagem no portal da Transdata Smart, empresa que atua na área de soluções integradas em ITS dedicadas à mobilidade urbana.

Em Palmas, no Tocantins, um levantamento – segundo informações do G1 – apontou que 19% dos usuários do transporte coletivo comentem fraude usando o cartão de outro indivíduo que conta com o benefício da gratuidade, oferecido a pessoas com deficiência e idosos, ou o desconto na passagem, oferecido a estudantes.

Para coibir o uso indevido desses benefícios, desde agosto deste ano, todos os ônibus da cidade foram equipados com sistema de reconhecimento facial. No momento em que o usuário vai validar a passagem, câmeras fazem a leitura das feições da pessoa e comparam com as informações do banco de dados; no caso de fraude, o cidadão é avisado no próprio transporte. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Seturb) de Palmas determinou que após seis tentativas de uso indevido, o cartão será bloqueado.

Em Brasília, a biometria facial começou a ser testada com um grupo de estudantes da UnB (Universidade de Brasília) em maio de 2017 a partir da instalação do sistemas em dez ônibus que fazem o trajeto até à Universidade. Segundo o secretário-adjunto de Mobilidade da cidade – em entrevista concedida ao G1 – caso o resultado seja positivo, o sistema será gradativamente instalado nas demais linhas e até mesmo no metrô.

Outras cidades que fazem o uso da biometria facial no transporte público incluem Marília, no interior de São Paulo e o Rio de Janeiro, onde em três meses de testes, a Secretaria de Transportes constatou que 30% dos usuários cometiam fraude usufruindo do benefício ao qual não tinham direito.

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