Uma das maiores conveniências de um shopping é o acesso a produtos de diversos setores em um mesmo ambiente. Pensando em transferir essa facilidade para o meio virtual, surgiram os marketplaces.

Plataforma de e-commerce colaborativos, os marketplaces – também conhecidos como e-shopping – são ambientes onde diversos lojistas, com atuação em diferentes mercados, vendem seus produtos. Esse tipo de comércio eletrônico popularizou-se com a Amazon, nos Estados Unidos, que abriu sua plataforma para outros lojistas em 2000.

Grandes e-commerces, entre os quais Americanas, Walmart, Shoptime  e Submarino (em 2013) migraram para esse formato de vendas e expandiram seus catálogos de produtos com a colaboração de outros vendedores. No Brasil, destacam-se os marketplaces Extra, Casas Bahia, Ponto Frio, entre outros.

Outros e-shoppings muito populares, como Mercado Livre, OLX e Bom Negócio, já foram criados nesses moldes e atuam através do modelo de negócio Customer to Customer (C2C), a partir do qual as transações ocorrem entre pessoas físicas.

Como funcionam os marketplaces

Para atuar em um e-shopping, vendedores de diferentes setores, lojas e marcas se cadastram nessas plataformas – em uma ou mais delas, como acharem mais apropriado para seus negócios – e decidem quais produtos irão comercializar.

O marketplace funciona como uma vitrina em que os lojistas possuem espaço para expor seus produtos, mantendo sua marca. O vendedor é o responsável pela estipulação dos preços e pela entrega das mercadorias. Para cada produto vendido, parte do lucro ou uma comissão sobre a venda é descontada para a empresa ‘dona’ do marketplace e o restante é repassado ao lojista.

O valor da comissão varia, dependendo da forma como o vendedor decide divulgar seus produtos. O lojista pode optar por diferentes formas de anúncio, perfil da loja, posição nos resultados das buscas feitas pelos consumidores, etc. Quanto maior a visibilidade da sua mercadoria, maior é comissão a ser paga.

Vantagens e Desvantagens

Os marketplaces oferecem vantagens para todos os envolvidos.

Para os consumidores existe a variedade de produtos e marcas oferecidas em um mesmo ambiente, possibilitando a comparação de mercadorias e preços, já que nessa situação costumam ser mais competitivos. Além de permitir que o pagamento por tudo que for adquirido seja realizado uma única vez.

Para os lojista há a possibilidade de ganhar maior visibilidade, pois os marketplaces têm um número de acesso bastante alto e são muito conhecidos pelos consumidores. Os investimentos em marketing são reduzidos e a fidelização dos clientes se torna mais fácil, economizando tempo e dinheiro para a divulgação de seus produtos e nome.

Para a plataforma de marketplace, quanto maior o número de lojistas cadastrados, maior o catálogo de produtos e os setores no qual atua, permitindo a conquista de novos nichos de mercado. A variedade de produtos também torna maior as chances dos clientes encontrarem o que procuram, transformando-os em usuários frequentes e fidelizando-os. Como consequência, há um aumento considerável da receita do site.

No entanto, não só de vantagens se constroem os e-shoppings. Existem também alguns riscos e cuidados a serem tomados pelos vendedores e pelo portal.

A plataforma de marketplace precisa de alguns parâmetros para assegurar a qualidade e responsabilidade dos lojistas participantes, afinal, vendedores que não cumprem com o que prometem, não entregam os produtos, não respeitam os prazos, entre outros problemas, podem prejudicar a reputação do e-shopping.

Por outro lado, regras para o registro muito rígidas podem acabar afastando bons vendedores e diminuindo a variedade de produtos oferecidos, limitando dessa forma o número de clientes.

Para os lojistas há a preocupação de gerenciar a divulgação e visibilidade dentro da plataforma, produzindo anúncios adequados para o portal; assim como controlar seu estoque, ainda mais para aqueles que possuem também lojas físicas.

Os vendedores precisam ainda se atentar para não serem prejudicados por uma má reputação de um marketplace, se a plataforma escolhida atrai seu público-alvo e se os repasses da comissão não serão além de sua capacidade de lucro.

 

Artigos Relacionados

Deixe um Comentário