Uma pesquisa divulgada pela Google no final do ano passado apontou que as vendas em comércio eletrônico devem dobrar nos próximos cinco anos, chegando a R$85 bilhões em 2021. A participação do e-commerce no faturamento do varejo deve ter um aumento anual, em média, de 12,4% até lá.

O que a pesquisa aponta é uma mudança no comportamento dos consumidores, que cada  vez mais estão preferindo fazer suas compras pela internet. Os resultados obtidos pela Google apontam que nos próximos cinco anos 27 milhões de pessoas irão realizar sua primeira compra online.

Já segundo estudo desenvolvido pela Ipsos – empresa de pesquisa e inteligência de mercado –  entre os brasileiros, 67% realizaram compras pela internet no ano de 2016 e a maioria gasta mais nesses ambientes do que em lojas física. A companhia realizou entrevistas com 22.576 pessoas nas regiões metropolitanas do Brasil, em cidades como Curitiba, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Recife, Belo Horizonte, entre outras de norte a sul do país. Entre os entrevistados, o gasto em e-commerce é, em média, de R$ 428 mensais, enquanto os gastos em shoppings são de apenas R$229 ao mês.

E a gama de produtos procurados online também é variada, vai desde e-books e livros impressos, ingressos para shows e eventos, bens duráveis, brinquedos, material esportivo, roupas, passagens de avião e reservas em hotel. Uma pesquisa realizada em 2014 pela Nielsen – empresa que estuda as tendências, comportamento e hábito dos consumidores – em 60 países, com 30 mil usuários, apontou que 46% pretendia comprar itens de vestuário pela internet, 48% passagens e 44% fazer reservas.

Há uma previsão, feita pela Google, de que até 2021, a procura por roupas esportivas e livros devem crescer 17% no e-commerce, enquanto a categoria roupas e beleza deve crescer 15%. Assim, a compra desses produtos, somadas a de calçados e alimentos representarão 25% das vendas online em 2018.

O que os consumidores têm procurado é a conveniência de não precisarem ir até as lojas, não precisar interagir com outras pessoas, economizar tempo, encontrar os produtos que desejam (que muitas vezes não estão disponíveis em uma loja física) e recebê-los em suas casas.

Então, se os compradores dos mais variados setores estão migrando para a internet, por quê as lojas não migrariam?

Se a empresa quer agradar os clientes e garantir seus lucros, é preciso se adaptar. Mas não basta simplesmente criar um site com os produtos e esperar que vendas decolem. Uma plataforma de e-commerce precisa ser funcional, passar confiança aos consumidores e ser segura – 79% dos entrevistados pela Ipsos afirmaram temer uma falta de segurança na rede. Por isso, trabalhar com desenvolvedores que sabem o que estão fazendo é importante.

E os sites não existem apenas para empresas que irão trabalhar exclusivamente com comércio eletrônico. Muitas instituições que possuem lojas físicas podem usar o ambiente online como uma vitrine, afinal, é muito comum que consumidores comparem os preços pela internet antes de realizar a compra, seja finalizando pelo e-commerce ou se dirigindo a uma das lojas.

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