A adoção de computação em nuvem tem se popularizado no mundo todo, desde usuários que fazem uso pessoal da ferramenta a grandes empresas que adotam o sistema para administrar suas tarefas. No cenário empresarial, um modelo de cloud em particular vem se destacando, o híbrido. Segundo estudo global realizado no ano passado pela Vanson Bourne para a EMC, com 10.451 entrevistados de companhias de mais de 33 países, entre 2013 e 2015 a adesão a esse tipo de estrutura teve um aumento de 9%.

As nuvens híbridas caracterizam-se pela combinação da cloud privada – desenvolvida exclusivamente para um único usuário (no caso, a empresa) e fica em ambiente próprio do cliente –  e da cloud pública – modelo padrão, desenvolvida por terceiros, como os oferecidos por Google, Amazon, Microsoft, etc., que armazenam os dados em provedores externos – de modo a acessar o que as duas possuem de melhor.

Segundo o estudo já citado, a principal razão que levou 64% dos entrevistados a adotarem esse modelo de nuvem é o fato de ele oferecer agilidade e segurança. Afinal, os dados que não devem ser expostos ao acesso público, como planejamento financeiro, gestão de capital, etc., podem ser armazenados na nuvem privada, de modo a não deixá-los vulneráveis e, como a informação passa apenas pelo ambiente interno, sem precisar da conexão com a internet, o acesso a ela pode ser muito mais rápido e quase instantâneo, dependendo da capacidade de processamento do data center privado.

Já a cloud pública fica responsável pelo armazenamento de dados que precisam ser expostos, como de um aplicativo móvel, por exemplo. Dessa forma, as empresas podem aproveitar também as vantagens dessas plataformas, como custos baixos e escalabilidade.

Outros benefícios da adoção de uma hybrid cloud são a redução de custos, já que a contratação de recursos de nuvens públicas costuma ser mais barata que as de nuvens privadas; disponibilidade, flexibilidade, e capacidade de contingência, já que as informações estão salvas em diferentes ambientes.

Segundo o estudo da Vason Bourne, no Brasil, 85% dos entrevistados vêem a adoção de um sistemas de nuvem híbrida como um aprimorador dos negócios e essa mesma porcentagem espera que o sistema dê a eles uma vantagem competitiva no mercado. E assim pode ocorrer, desde que o projeto seja bem estruturado e aplicado, especialmente em relação à nuvem privada, que deve ser desenvolvida por profissionais capacitados de forma a atender as necessidades da empresa.

Artigos Relacionados

Deixe um Comentário