Toda empresa, seja um pequeno, médio ou grande negócio, possui um sistema que controla suas ações diárias: o chamado Enterprise Resource Planning (ERP) – no português “Planejamento de Recursos Empresariais” -, alguns mais complexos que outros, de acordo com as necessidades da corporação.

Estes sistemas monitoram todas as operações da companhia, desde faturamento, compras, fluxo de caixa, inventário de estoque, contas a receber, até cálculo de impostos, controle de funcionários, clientes e maquinários. Ou seja, todas as atividades administrativas e operacionais da empresa.

Costumam ser divididos em ao menos 3 camadas, sendo a primeira a aplicação, onde ficam as funcionalidades do software de ERP, os formulários para cada operação, etc. A segunda camada é um banco de dados que armazena de forma organizada os dados gerados na aplicação. E, por fim, uma framework para que seja possível configurar e personalizar o Enterprise Resource Planning.

A personalização do software de ERP é muito importante, afinal, as necessidades de uma empresa são diferentes das necessidades de outras e é preciso adaptar o sistema para cada uma delas. No entanto, programas de ERP, assim como qualquer outro produto no mercado, especialmente aqueles relacionados às tecnologias digitais, são constantemente atualizados e aprimorados. E é neste ponto que as companhias enfrentam um problema.

Em algumas atualizações, toda a personalização feita especialmente para a instituição pode ser perdida, já que não faz parte das configurações padrão do software. Para evitar isso, muitas empresas optam por não atualizarem seu aplicativo e continuam a utilizar um sistema antigo, por vezes obsoleto, e acabam privando-se das melhorias disponíveis nas versões mais recentes.

Mas existe uma solução simples para resolver isso: adotar uma estratégia de Business Intelligence (BI). Com uma ferramenta destas, é possível criar um novo armazém de dados (data warehouse) transferindo todas as informações do antigo sistema de ERP para combiná-las com as produzidas pelo novo, sem precisar converter os formatos dos arquivos e sem correr o risco de perder todo o histórico de relatórios.

Além disso, ferramentas de BI não exigem tantas personalizações para gerar relatórios e análises úteis para a tomada de decisões na empresa, então, mesmo que uma atualização seja necessária, nenhuma funcionalidade ou informações produzidas anteriormente serão perdidas. E mais, essas plataformas são capazes de analisar dados em tempo real, a partir do momento em que são inseridas no data warehouse, assim os funcionários não precisam perder tempo produzindo relatórios e mesmo empregados de outros setores podem ter acesso a essa informação.

Essa agilidade na produção de analises dá aos empresários a informação necessária para adotar estratégias e agir de forma igualmente rápida. Desse modo, as organizações conseguem um retorno sobre o investimento – do inglês “Return on Investment” (ROI) – em pouco tempo. Investimento este que não é necessariamente tão grande, pois muitas estratégias de BI tem custo acessível, mesmo para pequenas e médias empresas.

Não necessariamente a mesma empresa que oferece a solução de ERP deve também oferecer a solução de Business Intelligence. O alto poder de adaptação do BI aos mais variados ecossistemas computacionais, proporcionam aos empresários, a liberdade de solicitar uma ferramenta de BI para qualquer companhia capacitada para executar o projeto.

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