Não raramente, desenvolvedores de softwares, ferramentas e estratégias de Business Intelligence (BI) são vistos como vilões por funcionários da empresa onde este está sendo implantado. Alguns acreditam que o BI pode vir a expor suas falhas e/ou até mesmo substituí-los.

Estratégias de Business Intelligence têm, sim, por um de seus objetivos identificar a ineficiência de algumas ações e departamentos dentro de um negócio, mas não buscam punir empregados ou substituir a mão de obra humana. Muito pelo contrário, a implantação de uma estratégia de BI visa facilitar e agilizar o trabalho das pessoas e, ao mesmo tempo, corrigir trabalhos que não estão atingindo todo seu potencial.

Na verdade, é uma via de mão dupla. Para que a estratégia de BI implantada seja bem sucedida, empregados e tecnologia precisam trabalhar juntos.

Por exemplo, um dos pontos necessários para a aplicação de uma ferramenta de BI é um armazém de dados. Mas este precisa ser organizado, com informações de qualidade e confiáveis e não composto por dados que serão inúteis para a análise. E quem melhor pode filtrar todas essas informações do que um funcionário que trabalha com elas?

Por outro lado, o software escolhido precisa ter uma interface intuitiva, simples, fácil de usar e disponível para todos os funcionários, afinal de contas, nem toda empresa possui tempo e/ou dinheiro para treinar seus profissionais. Além disso, se utilizar a ferramenta de BI for uma tarefa muito difícil, os próprios empregados encontrarão uma maneira de concluir suas tarefas sem todo o tempo e esforço que a ferramenta demanda.

Se os profissionais de uma empresa não utilizam a ferramenta de BI que está sendo aplicada, toda a estratégia irá cair. Por isso, é preciso motivar os funcionários a utilizá-la; a melhor maneira de fazer isso, de acordo com o consultor de Business Intelligence Chris Schrader, é “construir um sistema que as pessoas vão querer usar”, ou seja, os gerentes precisam deixar claro como o software funciona, para que ele possa ser utilizado, quais objetivos estão sendo perseguidos e como o próprio profissional é essencial nesse processo.

Para Schrader, inclusive, um funcionário deveria ser designado para o projeto de BI e ter por função, exclusivamente, gerenciar as mudanças dentro da empresa. Ele afirma que ter uma pessoa dedicada a incorporar essa nova funcionalidade analítica é essencial para a adoção bem sucedida do sistema. Além disso, ele aponta que é importante que as pessoas entendam que identificar os problemas dentro do negócio e as soluções para estes problemas leva tempo e não acontecerá da noite para o dia.

É preciso, então, esclarecer que de nada adianta uma ótima ferramenta se ela não é utilizada, a empresa e o trabalho continuarão sendo os mesmos, com os mesmos problemas. Mas se profissionais se alinharem às estratégias de Business Intelligence adotadas, poderão se aperfeiçoar e trazer os melhores resultados possíveis, crescendo e fazendo a própria companhia crescer.

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