No Elliot Health System, uma provedora de serviços de saúde em Manchester, New Hampshire, na Inglaterra, o número de funcionários capazes de acessar relatórios de análises  passou de 16 a 78. Essa mudança ocorreu devido a adoção de um modelo de Business Intelligence (BI) de Self-Service Analytics.

 

Com o novo sistema, médicos, enfermeiras e outros profissionais puderam utilizar registros  eletrônicos para analisar cenários de complicações médicas e reinternações, conferir as informações do dia anterior ou pesquisar sobre um paciente específico, monitorar o fluxo de pessoas em determinados horários do dia, o tempo de espera dos pacientes, críticas e diversos outros dados.

 

Entre os melhoramentos que ocorreram no Elliot Health System, devido a implantação de um sistema de BI, notou-se a redução em 50% do tempo médio entre a admissão e liberação de um paciente, caindo de 225 minutos para 110 minutos; além da redução de readmissões e o melhoramento do desempenho de médicos e enfermeiras.

 

Os benefícios devido a implantação de ferramentas de Business Intelligence não se restringem à área médica e também não são recentes. A distribuidora americana da Toyota Motor Corp. contratou em 1996 uma nova CIO para resolver o problema de grande produção de dados sobre mercado e venda que, no entanto, não eram direcionados e não podiam ser utilizados de forma estratégica. A CIO providenciou a aplicação de um sistema de BI e, nos 8 anos seguinte, a empresa conseguiu aumentar em 40% o volume de carros com o qual lidava, aumentando em apenas 3% o número de funcionários.

 

Na época, a Toyota USA se apossava dos veículos do momento que eles saiam da fábrica no Japão, até chegarem aos revendedores por todo os Estados Unidos, implicando em US$8 de encargos por dia por carro para a distribuidora. Multiplicando pelos nove dias que o veículo passava em trânsito e pelos cerca de 2 milhões de carros transportados por ano, a empresa tinha um gasto enorme. Por isso, era imprescindível que os veículos certos fossem mandados para as revendedoras certas, uma tarefa antes difícil sem um sistema que controla-se os dados de forma organizada e de fácil análise.

 

Com a instalação da ferramenta de BI, um analista descobriu também que a Toyota estava sendo cobrada duas vezes pelo carregamento de veículos em um transporte ferroviário. Essa informação salvou à companhia US$ 800.000 em uma noite. Ao final, a empresa conseguiu 506% de retorno no investimento do software de Business Intelligence e alcançou as maiores margens de lucro da indústria automobilística.

 

Outro caso de sucesso na adoção de BI pode ser visto na Quaker Chemical – empresa que atende setores de metais primários e metalurgia, com sede na Pensilvânia (EUA) – que, já em 2005, sentiu a necessidade de empregar ferramentas de Business Intelligence para monitorar o pagamento dos clientes pelos serviços prestados. Na época, o departamento de contabilidade era o responsável pelos recebimentos, mas tinha poucas informações e só conseguia identificar contas que não haviam sido pagas em 60 dias ou mais.

 

A empresa decidiu que seria melhor envolver os vendedores nos processos de pagamentos. Para isso, o departamento de tecnologia da informação (TI) desenvolveu  um centro de dados que reunia informações sobre contas a receber e histórico de pagamentos; a ferramenta de BI implantada, analisava o tempo que a Quaker demorava para receber, quais clientes estavam pagando apenas uma parcela de sua dívida e clientes que não estavam pagando nada, assim, a própria ferramenta gerava um relatório que era enviado ao gerente responsável por essas contas.

 

Apenas um ano após a implementação, 40% dos funcionários da empresa já eram usuários ativos desse sistema. O CIO da empresa utilizou a ferramente de Business Intelligence para ajudar a transformar a Quaker Chemical de uma companhia de operação local para um negócio global.

 

Mas não só empresas estrangeiras adotaram um software de BI e foram bem sucedidos. A Companhia de Gás de Minas Gerais – Gasmig, adotou em 2005 uma ferramenta de Business Intelligence que agilizou os trabalhos. Os analistas financeiros passaram a acessar diretamente e em tempo real dados que antes eram solicitados ao departamento financeiro e depois interpretados por profissionais de TI, para a produção de um relatório que demorava dias, pois era feito manualmente. Com a adoção do novo sistema, a companhia passou a responder mais rapidamente a demanda dos negócios.

 

Outra empresa brasileira que adotou com sucesso o BI foi a Cia. Suzano Papel e Celulose, segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo e líder na área de papel na América Latina. A Suzano percebeu a redução de custos e de tempo no acesso à informações estratégicas da empresa, além da antecipação de problemas e padrões do mercado, após à implementação de uma ferramenta que ponderava os indicadores da empresa, permitia maior interatividade entre a gerência e os responsáveis por esses indicadores, apresentava um mapa estratégico com as relações de causa e efeito, entre outras funções.

 

Portanto, independente do setor ou do país, desde de instituições de saúde na Inglaterra a companhias de gás no Brasil, a implementação de uma ferramenta de Business Intelligence resulta em diversos benefícios organizacionais, operacionais e, claro, financeiros.

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