Um grande desafio enfrentado hoje no mundo dos negócios é conciliar e analisar o imenso volume de informações acumuladas, afinal, é preciso reunir diversos dados sobre transações, serviços, funcionários, clientes e suas exigências, concorrentes, entre outros aspectos que compõem e influenciam as atividades da empresa. Na atual era digital, o desafio torna-se ainda maior devido à quantidade de dados gerados e a velocidade com que isso ocorre.

 

É para solucionar este problema que o Business Intelligence (BI) – em tradução literal ‘Inteligência de Negócio’ – entra em cena. O BI é um processo que utiliza softwares e/ou outras ferramentas, um armazém de dados (data warehouse) e o próprio conhecimento humano para coletar, organizar, analisar e monitorar informações, resultando em dados realmente úteis para a gestão de uma empresa, que permitem um aprimoramento na tomada de decisões e no desenvolvimento de estratégias para o sucesso do negócio.

 

As vantagens na adoção do BI são inúmeras: permite que os gestores identifiquem novas oportunidades de trabalho e, assim, novos clientes; permite a análise desses clientes e identificação de padrões entre eles, de modo a otimizar os serviços prestados. O marketing também pode ser aprimorado com a análise mais rápida das informações, apontando a eficácia de algumas campanhas e até a ineficácia de outras, direcionando os investimentos para aquelas que apresentam maior retorno à empresa.

 

O Business Intelligence não proporciona apenas oportunidades de novos lucros, ela apresenta também maneiras de cortar gastos. A análise de forma mais rápida e organizada das informações possibilita a identificação de negócios ineficientes e, principalmente, faz com que as decisões tomadas sejam baseadas em estatísticas, dados concretos e não mais em intuição ou simples hipóteses.

 

E o melhor é que a Inteligência de Negócios pode ser adotada nas mais diversas áreas. Pode ser implementada por prestadoras de serviços, comércios, indústrias de diferentes setores, laboratórios, até mesmo na segurança pública onde, por exemplo, departamentos de polícia podem identificar áreas de maior criminalidade e determinar a melhor ação a ser realizada ali, ou ainda na área da saúde, computando a rapidez no atendimento, padrões de manifestação de doenças, dentre muitas outras possibilidades.

 

Uma tendência do Business Intelligence nos últimos anos é o ‘Self-Service Analytics’, uma forma de BI que permite que o próprio usuário final faça a leitura das informações, sem precisar do intermédio de um ‘cientista de dados’ (Data Scientist) e/ou de um profissional de TI, mesmo que o usuário não tenha conhecimento prévio em análise de dados, estatística ou mesmo tecnologia. Para tanto, as interfaces desses softwares devem ser simples e intuitivas.

 

Entre os benefícios desse modelo de gestão estão a redução dos custos, já que muitas vezes os serviços de Data Scientists são caros – estes profissionais podem então ser remanejados para outras atividades que trarão melhores resultados à empresa -, a maior independência do usuários e agilidade, pois ele mesmo analisa os dados e toma as decisões; se apresenta ainda como uma ótima solução a um mercado constituídos por profissionais Millennials, que estão confortáveis com o uso da tecnologia. Além disso, podem ser acessados por diversos dispositivos, seja por computadores, notebooks, tablets ou até mesmo smartphones.

 

Portanto, independente do setor, serviços públicos ou privados, a adoção de um modelo de Business Intelligence pode ampliar ou até mesmo determinar o sucesso  do negócio, além de democratizar a análise de dados entre os usuários.

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